Avançar para o conteúdo principal

Tem pernas pesadas e cansadas ? Como prevenir ? Como tratar ?


INSUFICIÊNCIA VENOSA OU
D
OENÇA VENOS
A CRÓNICA (DVC)

Em Portugal, a DVC está presente em cerca de um terço da população. Estima-se que sete em cada dez mulheres com mais de 30 anos sofre de problemas de circulação venosa.
Metade destas mulheres não faz qualquer tratamento
O que é a Insuficiência Venosa ?
A insuficiência venosa ocorre quando a pressão nas veias aumenta e há 
dificuldade do retorno do sangue para o coração. As principais causas de insuficiência venosa são as varizes e a trombose venosa profunda.

Varizes são veias dilatadas e tortuosas, mais comuns nos membros inferiores que resultam da degeneração que resultam da degeneração das veias e da perda da competência das válvulas. Podem ser assintomáticas ou provocar sintomas como dor, 
formigueiro e cansaço.

A trombose venosa é a formação de coágulos no interior das veias. Estes trombos obstruem a passatrombos obstruem a passagem de sangue, aumentando a pressão no 
sistema venoso e dificultando o retorno do sangue ao coração.

QUAIS AS CAUSAS DA DOENÇA VENOSA CRÓNICA?

FATORES DE RISCO A EVITAR:
  • Permanecer muitas horas de pé ou sentado, principalmente de pernas cruzadas;
  • Estilo de vida sedentário;
  • Permanência prolongada em lugares quentes, porque o calor dilata as veias e 
  • aumenta a estase;
  • Exposição solar prolongada, banhos quentes, sauna e vestuário quente
  • constituem fatores de risco;
  • Prisão de ventre;
  • Excesso de peso e obesidade;
  •  Uso de roupa muito apertada;
  • Uso de sapatos com salto alto ou rasos
  • A gravidez e a contraceção oral podem agravar a doença venosa crónica, uma vez que os estrogénios aumentam a permeabilidade venosa e a progesterona promove a dilatação.
  • https://www.saudecuf.pt!mais-saude/doencas-a-z/doenca-venosa-cronica

Métodos de diagnóstico não-invasivos para avaliação da insuficiência venosa dos membros inferiores:

ECO-DOPPLER

É um exame ecográfico, inócuo e indolor, que permite perceber exatamente o que se
permite perceber exatamente o que se passa com as veias superficiais e profundas, permitindo realizar o que se designa de mapeamento venoso. Este mapeamento diferencia quais as veias saudáveis e quais as veias patológicas.
  
PLETISMOGRAFIA VENOSA

É um exame não invansivo, que avalia a função venosa por motivos de pesquisa e pós tratamento.


TRATAMENTO  DOENÇA VENOSA CRÓNICA
o TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA DEPENDE DA GRAVIDADE DOS  SINTOMAS, DO TEMPO DE EVOLUÇÃO E DA CAUSA.


MEDIDAS CONVENCIONAIS:
  • ·     Atividade física moderada;
  • ·      Compressão externa (meias de compressão);
  • ·      Massagens;
  • ·      Água fria no sentido ascendente (dos tornozelos até às ancas) para ativar sa       circulação sanguínea
  •        Redução do edema periférico e excesso de peso;
  • ·      Uso de vestuário confortável;
  • ·      Repouso com as pernas ligeiramente elevadas;
  • ·      Evitar ambientes excessivamente quentes;
  • ·      Cessação tabágica.
PREVENÇÃO DOENÇA VENOSA CRÓNICA 

  •  USO DE MEIAS ELÁSTICAS •
  •  ELEVAÇÃO DOS MEMBROS VÁRIAS VEZES AO DIA • 
  •  HIDRATAÇÃO DA PELE • REPOUSO •
  • ELEVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES •
  •   PRÁTICA DE ATIVIDADE FíSICA •
  •  EVITAR FICAR MUITO TEMPO EM PÉ 
  •  EVITAR O TABACO
  •  EVITAR ANTICONCECIONAIS HORMONAIS 


SE TEM OS SEGUINTES SINTOMAS ACONSELHE-SE
COM O SEU FARMACÊUTICO

• Veias dilatadas • Inchaço das pernas • Dor •
• Sensação de pernas pesadas e cansadas •
• Pernas quentes, prurido e ardor • Alterações na pele


Fontes:
https://www.sns.gov.pt!wp-content!uploads/2017/05/RRH-Angiologia-e-Cirurgia-Vascular-Para-CP.pdf
www.hsmporto.pt/dicas/varizes-conheca-os-sintomas-e-os-tratamentos-mais-inovadores
Revista Portuguesa de cirurgiCardio-Torácica e Vacular, Volume XV N21 Janeiro-Março 2008.

Laboratorios Azevedos - programa Educa+

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O vírus que está a dar que falar... Ébola!

O vírus Ébola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos que ocorreram no Sudão e na República Democrática do Congo. Desde então têm havido numerosos surtos de pequena dimensão ao longo da África Central e Oriental, nas proximidades da floresta tropical. Os sintomas iniciais de uma infecção por vírus Ébola incluem os sintomas semelhantes aos gripais, como febre, fraqueza e dor muscular. Contudo, a doença evolui rapidamente para um quadro com agravamento de sintomas como vómitos, diarreia, falência hepática e renal, e hemorragias internas e externas. O vírus pode ser transmitido a partir de outras pessoas ou de animais selvagens infectados como os morcegos-da-fruta (esta espécie de morcego é apenas portadora e poderá ser o reservatório natural), os chimpanzés, os gorilas e outros símios que tenham sido encontrados doentes ou mortos em florestas tropicais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde os surtos de febre hemorr...

Saiba quais são as diferenças entre Alergia e Intolerância alimentar

Saiba quais são as diferenças entre  Alergia e Intolerância alimentar   A principal diferença entre alergia e intolerância alimentar é o tipo de resposta que o organismo tem quando está em contacto com o alimento. Na alergia há uma resposta imunológica imediata, isto é, o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados.  Na intolerância alimentar o alimento não é digerido  correctamente  e, dessa forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastro-intestinal. Os principais sintomas que diferenciam a alergia alimentar da intolerância alimentar são: Sintomas de Alergia Alimentar Sintomas de Intolerância Alimentar Urticaria  e vermelhidão na pele Coceira intensa na pele Dificuldade para respirar Inchaço no rosto ou língua Vómitos  e diarreia Dor no estômago Inchaço da barriga Excesso de gases intestinais Sensação de queimação n...

A Hipertensão Arterial... como podemos contribuir para a sua manutenção!!

As medidas comportamentais são reconhecidamente eficazes, quer como medidas iniciais de manutenção de valores adequados de pressão arterial, quer como adjuvantes no controlo de doentes já com hipertensão. As alterações no estilo de vida, são encaradas como componentes fundamentais para o adequado controlo da pressão arterial (PA). Em suma, todas as medidas comportamentais contribuem também para melhorar os  factores  de risco cardiovascular em geral.  As principais medidas a tomar são: Restrição salina Moderação do consumo de álcool Outras alterações dietéticas, como a ingestão de vegetais, de alimentos com baixos teores de gorduras e altos teores de fibras Redução do peso Exercício físico regular Cessação tabágica - Restrição salina Admite-se que a quantidade ideal de sal ingerido num dia num adulto deve ser de 5 ou 6g , mas, na prática, esta ingestão anda pelos 9 a 12 g. Nos países industrializados, uma grande proporção do sódio in...