Avançar para o conteúdo principal
Coronavírus – O que se sabe sobre o surto?

  • O início
A 31 de dezembro de 2019 a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi informada da ocorrência de um surto de pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan na China. As autoridades rapidamente procuram perceber a causa da doença e a 7 de janeiro de 2020 identificaram o vírus que a causava – um novo coronavírus (2019-nCoV), disponibilizando informações sobre o mesmo numa base de dados internacional, que existe para o efeito, o que permite às autoridades de saúde dos vários países acederem a um conhecimento comum sobre estas doenças. A maioria dos primeiros casos identificados eram em pessoas que tinham frequentado um mercado dessa cidade (que foi limpo e encerrado no início de janeiro) no entanto, ainda não se tem a certeza sobre qual a fonte do surto.
  • Situação Atual
Atualmente ainda não se conhece muito do comportamento do vírus, mas sabe-se que que se transmite pessoa a pessoa – no entanto a forma de transmissão ainda não está esclarecida.
A maior parte dos casos são na China, no entanto já existem alguns casos, em indivíduos que vieram da China em diversos países (na Europa existem casos em França, Alemanha e Finlândia).
O número de infetados, à data, é na ordem dos milhares tendo ocorrido mais de uma centena de mortes.
  • O que fazer?
As autoridades competentes estão a acompanhar o assunto e têm vindo a atualizar a informação, publicamente, todos os dias. Assim, mantenha a calma, vá tendo atenção às indicações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e adote algumas regras de etiqueta para evitar a transmissão de vírus, especialmente se viajar para zonas afetadas:
  • Evite o contacto próximo com pessoas que apresentem infeções respiratórias;
  • Evite o contacto com animais de quinta ou selvagens;
  • Cozinhe bem a carne e os ovos;
  • Adote as medidas habituais para evitar a transmissão de vírus respiratórios:
    • Lave frequentemente as mãos;
    • Tape o nariz e boca ao espirrar ou tossir (com um lenço descartável – que deve ser deitado no lixo após a utilização – ou com o braço)
Para os viajantes que venham da China, particularmente quem tenha estado nas regiões afetadas: se tiver sintomas de doença respiratória (febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias) durante ou após a viagem, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) ou procure atendimento médico.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Saiba quais são as diferenças entre Alergia e Intolerância alimentar

Saiba quais são as diferenças entre  Alergia e Intolerância alimentar   A principal diferença entre alergia e intolerância alimentar é o tipo de resposta que o organismo tem quando está em contacto com o alimento. Na alergia há uma resposta imunológica imediata, isto é, o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados.  Na intolerância alimentar o alimento não é digerido  correctamente  e, dessa forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastro-intestinal. Os principais sintomas que diferenciam a alergia alimentar da intolerância alimentar são: Sintomas de Alergia Alimentar Sintomas de Intolerância Alimentar Urticaria  e vermelhidão na pele Coceira intensa na pele Dificuldade para respirar Inchaço no rosto ou língua Vómitos  e diarreia Dor no estômago Inchaço da barriga Excesso de gases intestinais Sensação de queimação n...

Tipos de mascaras de protecção e as suas funções

M áscaras diferentes, funções diferentes As máscaras cirúrgicas servem essencialmente para evitar que um doente contamine outras pessoas através da tosse e espirros. No entanto, existem outras máscaras — que são, na verdade, respiradores — que oferecem  proteção bidirecional . É aqui que se incluem as famosas FFP2 e FFP3 (no padrão europeu) e N95 (no padrão norte-americano)  Como  explica  o centro norte-americano para a prevenção e controlo de doenças, existem diferenças assinaláveis entre as máscaras cirúrgicas e os respiradores. Enquanto a máscara cirúrgica fica larga na cara e não filtra qualquer tipo de partícula (apenas impede gotículas de saírem), estes respiradores, equipados com filtros específicos,  são capazes de filtrar partículas minúsculas, impedindo-as de entrar , ao mesmo tempo que se ajustam à cara do utilizador de forma a praticamente evitar qualquer entrada ou saída de ar não filtrado. Consoante as características do filtro,  o...

O vírus que está a dar que falar... Ébola!

O vírus Ébola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos que ocorreram no Sudão e na República Democrática do Congo. Desde então têm havido numerosos surtos de pequena dimensão ao longo da África Central e Oriental, nas proximidades da floresta tropical. Os sintomas iniciais de uma infecção por vírus Ébola incluem os sintomas semelhantes aos gripais, como febre, fraqueza e dor muscular. Contudo, a doença evolui rapidamente para um quadro com agravamento de sintomas como vómitos, diarreia, falência hepática e renal, e hemorragias internas e externas. O vírus pode ser transmitido a partir de outras pessoas ou de animais selvagens infectados como os morcegos-da-fruta (esta espécie de morcego é apenas portadora e poderá ser o reservatório natural), os chimpanzés, os gorilas e outros símios que tenham sido encontrados doentes ou mortos em florestas tropicais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde os surtos de febre hemorr...