Avançar para o conteúdo principal

Micoses nos pés... Quando os fungos atacam...



As micoses são infecções da pele causadas por fungos, microorganismos que se alimentam de células e que sobrevivem em ambientes fechados, ao mesmo tempo quentes e húmidos.
São duas as principais micoses do pé: o pé-de-atleta e as micoses das unhas (onicomicoses). Ambas partilham os mesmos factores de risco:

  • Andar descalço em espaços públicos e húmidos, como balneários e piscinas;
  • Partilhar as toalhas com que se limpam os pés;
  • Má higiene dos pés e do calçado (meias e sapatos, sobretudo sapatilhas);
  • Calçado que não permita ventilação;
  • Diabetes, alterações da circulação e alterações do sistema imunitário;


Qualquer pessoa pode desenvolver pé-de-atleta, apesar do seu nome advir dos hábitos mais comuns dos desportistas. É uma infecção que pode localizar-se em qualquer zona do pé, mas é mais frequente nas pregas entre os dedos, sobretudo os últimos dois dedos. 
Causa comichão, descamação, maceração, e fissuras na pele. O espaço entre os dedos ganha uma consistência semelhante a queijo coalhado, acompanhado de um odor desagradável. 
A pele da sola dos pés engrossa, ficando irritada e causando comichão. Quando se coça, há risco de, através do toque, a infecção passar para outras zonas do corpo, como as axilas.



As unhas também sofrem com as micoses, chamando-se onicomicoses. Podem ocorrer tanto nas mãos como nos pés, sendo mais frequentes nos pés.
A presença da infecção é denunciada primeiro por um pequeno ponto branco ou amarelo por baixo da unha. À medida que os fungos avançam, a unha fica descolorada, baça, mais espessa, quebradiça, e deformada, podendo haver dor. Em certos casos, a unha pode cair.





Eliminar por completo os fungos que se instalam nos pés e nas unhas é difícil, pelo que o tratamento é sempre prolongado. O tratamento depende da gravidade da infecção, podendo ser usados, em complemento, medicamentos antifúngicos de aplicação na pele e de toma oral. O importante é iniciar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar que a micose se agrave.

No caso das onicomicoses, o objectivo é o crescimento de uma unha livre de infecção, que substitua lentamente a unha doente. É necessário tomar medicação por seis a doze semanas, mas podem ser necessários vários meses para eliminar a infecção. Ainda assim, é possível que a micose volte, se a unha continuar exposta a um ambiente de risco. 

Para este tipo de situações, pode ainda aconselhar-se com um Podólogo, que utiliza instrumentos adequados, para remover a maior quantidade de resíduos do corpo da unha. Além disso, também realizam a assepsia do local para a aplicação do antifúngico tópico.

Como o melhor é prevenir, há que manter os pés e unhas a salvo dos fungos. O que se consegue com um conjunto de cuidados básicos mas essenciais:

  • Lave os pés diariamente;
  • Seque-os cuidadosamente, sobretudo entre os dedos;
  • Troque de meias todos os dias, preferindo as de algodão;
  • Não use calçado apertado e propício a humidades;
  • Em espaços públicos como duches, balneários e piscinas: não ande descalço, use chinelos apropriados e não os partilhe;
  • Não partilhe toalhas;
  • Mantenhas as unhas curtas e limpas;
  • Os utensílios de manicure/pedicure devem estar esterilizados e não os deve partilhar;

Fonte: "Micoses do Pé - Quando os fungos atacam" em Isaúde, Junho de 2007, ANF


Comentários

Mensagens populares deste blogue

O vírus que está a dar que falar... Ébola!

O vírus Ébola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos que ocorreram no Sudão e na República Democrática do Congo. Desde então têm havido numerosos surtos de pequena dimensão ao longo da África Central e Oriental, nas proximidades da floresta tropical. Os sintomas iniciais de uma infecção por vírus Ébola incluem os sintomas semelhantes aos gripais, como febre, fraqueza e dor muscular. Contudo, a doença evolui rapidamente para um quadro com agravamento de sintomas como vómitos, diarreia, falência hepática e renal, e hemorragias internas e externas. O vírus pode ser transmitido a partir de outras pessoas ou de animais selvagens infectados como os morcegos-da-fruta (esta espécie de morcego é apenas portadora e poderá ser o reservatório natural), os chimpanzés, os gorilas e outros símios que tenham sido encontrados doentes ou mortos em florestas tropicais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde os surtos de febre hemorr...

Saiba quais são as diferenças entre Alergia e Intolerância alimentar

Saiba quais são as diferenças entre  Alergia e Intolerância alimentar   A principal diferença entre alergia e intolerância alimentar é o tipo de resposta que o organismo tem quando está em contacto com o alimento. Na alergia há uma resposta imunológica imediata, isto é, o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados.  Na intolerância alimentar o alimento não é digerido  correctamente  e, dessa forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastro-intestinal. Os principais sintomas que diferenciam a alergia alimentar da intolerância alimentar são: Sintomas de Alergia Alimentar Sintomas de Intolerância Alimentar Urticaria  e vermelhidão na pele Coceira intensa na pele Dificuldade para respirar Inchaço no rosto ou língua Vómitos  e diarreia Dor no estômago Inchaço da barriga Excesso de gases intestinais Sensação de queimação n...

A Hipertensão Arterial... como podemos contribuir para a sua manutenção!!

As medidas comportamentais são reconhecidamente eficazes, quer como medidas iniciais de manutenção de valores adequados de pressão arterial, quer como adjuvantes no controlo de doentes já com hipertensão. As alterações no estilo de vida, são encaradas como componentes fundamentais para o adequado controlo da pressão arterial (PA). Em suma, todas as medidas comportamentais contribuem também para melhorar os  factores  de risco cardiovascular em geral.  As principais medidas a tomar são: Restrição salina Moderação do consumo de álcool Outras alterações dietéticas, como a ingestão de vegetais, de alimentos com baixos teores de gorduras e altos teores de fibras Redução do peso Exercício físico regular Cessação tabágica - Restrição salina Admite-se que a quantidade ideal de sal ingerido num dia num adulto deve ser de 5 ou 6g , mas, na prática, esta ingestão anda pelos 9 a 12 g. Nos países industrializados, uma grande proporção do sódio in...